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10 Brasileiras que Transformam a Ciência no Brasil e no Mundo

No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, conheça pesquisadoras que lideram descobertas e abrem caminho para novas gerações

5 min

Cientistas brasileiras fazem história em ambientes ainda marcados pela sub-representação feminina. De vacinas e genômica à física, elas lideram descobertas que salvam vidas, posicionam o país no debate científico global e abrem caminhos para mais meninas na ciência.

Neste Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência (11), conheça algumas das cientistas brasileiras que se destacam e inspiram as próximas gerações:

10 cientistas brasileiras para conhecer

1. Márcia Cristina Bernardes Barbosa

Doutora em física, Márcia Cristina Bernardes Barbosa é diretora da Academia Brasileira de Ciências e integrante da Academia Mundial de Ciências. Professora e pesquisadora do Instituto de Física da UFRGS, onde se formou e concluiu mestrado e doutorado, recebeu o prêmio L’Oréal-UNESCO Para Mulheres na Ciência em 2013. Ela foi uma das cinco laureadas internacionais naquele ano por suas pesquisas sobre as anomalias da água. Em 2020, foi eleita pela Forbes uma das 20 mulheres mais poderosas do Brasil.

“Tenho uma dívida que considero impagável. Fiz todo o meu ensino fundamental, médio, faculdade, mestrado e doutorado com o dinheiro do povo brasileiro. Tenho que devolver isso.”

2. Sue Ann Clemens

Sue Ann Clemens
DivulgaçãoSue Ann Clemens

Professora de Saúde Global na Universidade de Oxford, no Reino Unido, Sue Ann Clemens coordenou os testes da vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 no Brasil. Também criou o primeiro curso de mestrado em vacinologia do mundo, na Universidade de Siena, na Itália, onde é chefe do Instituto de Saúde Global. Além disso, atua como conselheira sênior da Fundação Gates.

“Eu me sentia muito sozinha por ser latino-americana, brasileira e mulher. Nem sempre era aceita, então precisei trabalhar o dobro para mostrar qualidade.”

3. Margareth Dalcolmo

margareth dalcomo
Divulgação/Peter IliccievMargareth Dalcomo

Pneumologista e pesquisadora da Fiocruz, Margareth Dalcomo foi uma das principais vozes no enfrentamento da Covid-19 no Brasil. Também tem um projeto na África Subsaariana para doenças respiratórias, coordenado e financiado pelo Banco Mundial, e atua na Organização Mundial da Saúde, no grupo de aprovação de medicamentos essenciais.

“A gente está vivendo num mundo tão cruelmente competitivo que tem pouco lugar para médicos e, sendo mulher, a exigência é ainda maior. As novas gerações têm que superar a questão de gênero e mostrar uma grande capacidade de foco e compromisso.”

4 e 5. Ester Sabino e Jaqueline Goes

Ester Sabino e Jaqueline Goes
Reprodução/Instituto Butantan; DivulgaçãoEster Sabino e Jaqueline Goes

Imunologista e professora da Faculdade de Medicina da USP, Ester Sabino coordenou a equipe que sequenciou o genoma viral SARS-CoV-2 apenas 48 horas depois do primeiro caso confirmado no país, em 2020.

A responsável pelo feito foi a biomédica Jaqueline Goes. Desde então, ela ganhou sua própria versão da boneca Barbie, acumulou milhares de seguidores nas redes sociais e, em 2022, foi destaque da lista Forbes Mulheres Mais Poderosas do Brasil.

“Todos os sonhos são possíveis. O que separa o sonho da realidade é o caminho da oportunidade.” – Jaqueline Goes

6. Sônia Guimarães

Sônia Guimarães
Lu PreziaSônia Guimarães

A professora foi a primeira mulher negra doutora em física do Brasil e também a primeira a lecionar no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). Recebeu a Medalha Santos Dumont de Honra ao Mérito em 2023 e integrou a lista Forbes Mulheres Mais Poderosas do Brasil em 2025.

“Entendi que não era uma voz solitária, mas pioneira.”

7. Fabiana Corsi Zuelli

Fabiana Corsi Zuelli
Joel SilvaFabiana Corsi Zuelli

Pesquisadora da USP, Fabiana Zuelli foi a primeira brasileira a vencer o prêmio global da USERN (Universal Scientific Education and Research Network), escolhida entre mais de 90 mil candidatos por um júri formado por 600 cientistas, incluindo vencedores do Nobel. Doutora pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, ela liderou uma pesquisa que investiga a relação entre fatores biológicos e ambientais e o desenvolvimento de transtornos psicóticos.

“A diversidade traz novas perspectivas, perguntas e soluções mais criativas. A ciência precisa de vozes diferentes — e as mulheres têm muito a contribuir.”

8. Neuza Frazatti

Neuza Frazatti
Renato Rodrigues/Comunicação ButantanNeuza Frazatti

Pesquisadora e gerente de projetos de inovação do Instituto Butantan, Neuza Frazatti liderou, desde 2009, o desenvolvimento de uma vacina contra a dengue. O trabalho chegou a um marco histórico em novembro de 2025, quando a Anvisa concedeu o registro definitivo ao imunizante desenvolvido por ela e sua equipe.

“Espero ver mais mulheres fazendo ciência no Brasil. Vocês que são mais jovens, não desistam. Estudem, lutem. Pode demorar, mas a gente chega lá.”

9. Duda Franklin

Duda Franklin
DivulgaçãoDuda Franklin

Engenheira biomédica, Duda Franklin é CEO da startup Orby e ganhou reconhecimento internacional ao desenvolver o Ortech, uma tecnologia de neuromodulação não invasiva focada na reabilitação de pacientes com paralisias e dores crônicas. Vencedora do HackBrazil, competição de startups e aceleração da Brazil Conference nas universidades Harvard e MIT, em 2023, foi um dos destaques da lista Forbes Under 30 no mesmo ano.

“Para as meninas e mulheres que sonham com a ciência: continuem estudando e fazendo perguntas difíceis. Não deixem que chamem sua ambição de exagero. Pensar diferente nunca foi um obstáculo para a ciência, mas sim o motor das grandes descobertas.”

10. Alicia Kowaltowski

Alicia Kowaltowski
DivulgaçãoAlicia Kowaltowski

Especialista em bioquímica, Alicia Kowaltowski recebeu o Prêmio Internacional L’Oréal-UNESCO Para Mulheres na Ciência em 2024, que reconhece anualmente cinco cientistas no mundo. A honraria foi concedida por sua contribuição para a biologia das mitocôndrias — organelas responsáveis pela produção de energia nas células.

“Explorar os limites do conhecimento nos dá resiliência para continuar avançando, ultrapassando barreiras e abrindo novos caminhos.”

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